
Descrição: íman cartão telefónico
Preço-base: € 0,50
Artesã: Helena Thadeu
Blog: http://recilcarte.blogspot.com/
Todos os meses as nossas mãos dão a mão a uma instituição. Este espaço está reservado apenas para a Caracterização das Instituições de Solidariedade Social e para o respectivo Leilão.
Em 1893 o nosso país atravessava uma grave crise económica e financeira que agravou a miséria de algumas famílias da cidade de Lisboa. A polícia começou a encontrar nas ruas da cidade crianças, sem família, que vagueavam sem ter onde se abrigar. Essas crianças eram levadas para o Governo Civil, pois a polícia não tinha meios, nem sabia que destino dar-lhes. Alexandre Morgado, chefe da Polícia Administrativa era o encarregado destes casos, mas sentia-se impotente para resolver tais situações.
Em Janeiro de 1897 foi entregue às autoridades uma criança de 9 anos de idade chamada Maria Clotilde que, abandonada pela mãe, vagueou pela cidade durante a noite. Deparando-se com esta situação e tendo conhecimento que o agente Joaquim Augusto de Andrade acolhia 20 crianças em situação idêntica na sua modesta residência, que transformou em asilo, o Coronel Morais Sarmento, comandante geral da Polícia, enveredou esforços para que se criasse imediatamente um Albergue. Nasceu assim esta Instituição, com o nome de “Albergue das Creanças Abandonadas”, mercê do esforço e empenho de todos quantos se preocuparam em resolver um problema até então sem solução adequada na nossa cidade.
Mobilizando os jornais da capital, O Século e Diário de Notícias, abriu-se então uma campanha sobre a epígrafe “Creanças Abandonadas”.
D. João D’Alarcão, Governador Civil de Lisboa em 1897, cedeu ao “Albergue das Creanças Abandonadas” uma parte das quotas da Academia de Bilhar. O Conde de S. Marçal, fundador do Diário de Notícias, deixou em testamento um legado com uma avultada quantia. Foi com estas verbas que a primeira Direcção conseguiu pagar as dívidas e proceder à compra e realização de obras para arranjos e adaptação do edifício.
Com o 25 de Abril de 1974 novos conceitos de ordem social foram estabelecidos.
Tendo em conta este contexto, o nome “Albergue das Crianças Abandonadas” foi substituído pela designação actual de “Centro de Promoção Juvenil”.
A cerimónia oficial de inauguração do “Albergue das Creanças Abandonadas” teve lugar “aos quinze dias do mez de Maio do anno do nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e noventa e sete, n’esta cidade de Lisboa na rua de Stº Amaro 40, freguesia de Stª Isabel, na presença de Sua Majestade El Rei D. Carlos I, suas Majestades as Rainhas D. Maria Amélia d’Orleans e D. Maria Pia de Saboya, sua Alteza o Principe Real D. Luís Filipe, presidente honorário desta Associação, suas Altezas, os Sereníssimos Infantes D. Manuel e D Afonso Henriques, Duque do Porto...” (1)
(1) Extracto da acta inaugural do “ Albergue das Creanças Abandonadas”.
O que é hoje o CENTRO DE PROMOÇÃO JUVENIL (CPJ).
O Centro de Promoção Juvenil é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, regida pelos seus estatutos e seus órgãos hierárquicos. Vive dos fundos provenientes das quotas dos seus 406 sócios, de legados oferecidos por beneméritos e de subsídios provenientes do acordo com o Centro Distrital da Segurança Social.
Crianças e jovens do sexo feminino a partir dos 5 anos de idade que se encontrem em situação de risco, encaminhadas por diversos serviços de apoio à infância.
Neste momento o CPJ acolhe 45 meninas em regime de internato.
Criar um projecto de vida para cada uma das crianças que vise, em primeiro lugar, a reinserção das jovens na sua família de origem ou alargada. Em segundo lugar procura-se uma família de adopção. Na possibilidade de nenhuma destas soluções ser viável, promovem-se os meios adequados de inserção na sociedade, educando-as e proporcionando-lhes actividades que se enquadrem nas suas necessidades e desejos, para que o seu desenvolvimento integral decorra duma forma equilibrada.
Considera-se importante o estabelecimento de parcerias com outras Instituições, no sentido de permitir intercâmbios de experiências e de necessidades, o que se julga determinante para que a Instituição seja parte actuante de uma comunidade solidária e activa.